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Internet: Escola de todos e para todos

Issac Asimov é considerado por muitos como um vislumbrador do futuro. Asimov foi reconhecido um dos maiores escritores de ficção científica. Neste vídeo, Asimov mostra toda a sua genialidade ao reconhecer, em plena décade de 80, a importância e o impacto na sociedade, sobretudo na educação. Essa entrevista foi gravada em 1988 por Bill Moyers no programa "World of Ideas". Vale muito a pena assistir, aproveitem!







Tenha amigos, eles podem prolongar a sua vida!

Segundo o portal Terra Ciência, somente agora é que os pesquisadores estão começando a entender a importância da amizade e das redes sociais para a saúde humana. Um estudo de pesquisadores australiano com 10 anos de duração constatou que pessoas mais velhas com um círculo mais extenso de amizades tinham 22% menos chance de morrer durante o período de estudo do que aquelas com menos amigos. Um grande estudo de 2007 demonstrou que o risco de obesidade é quase 60% mais alto entre as pessoas cujos amigos ganharam peso. E no ano passado, pesquisadores na Universidade Harvard reportaram que fortes laços sociais podem promover uma melhor saúde cerebral à medida que envelhecemos. As pesquisas sugerem que a amizade podem ter impacto maior sobre nosso bem-estar psicológico do que as relações familiares.

Amigos oferecem proteção

Em 2006, um estudo envolvendo cerca de três mil enfermeiras portadoras de câncer de mama constatou que as mulheres sem amigos próximos apresentavam incidência de morte quatro vezes mais alta, pela doença, do que as mulheres que contam com bons amigos. E, notavelmente, a proximidade e a freqüência de contato com os amigos não apresentavam associação com os índices de sobrevivência. Simplesmente ter amigos oferece proteção. Embora muitos dos estudos sobre amizade se concentram no relacionamento estreito entre mulheres, algumas pesquisas demonstram que os homens também podem se beneficiar.

Em um estudo de seis anos de duração envolvendo 736 homens suecos de meia-idade, um relacionamento afetivo com uma única pessoa não parecia afetar o risco de ataques cardíacos e doenças coronárias fatais, mas ter amigos fazia diferença. Apenas o fumo era um fator de risco tão forte quanto a falta de apoio social.

Não está inteiramente claro por que a amizade tem um efeito tão forte. Embora amigos possam fazer pequenos serviços e apanhar medicamentos para uma pessoa doente, os benefícios vão além da assistência física; de fato, a proximidade nem parece influenciar.

Pode ser que as pessoas com fortes conexões sociais também disponham de acesso melhor a serviços de saúde e assistência. Mas, para além disso, a amizade também tem profundo efeito psicológico. As pessoas com amizades fortes costumam apresentar menor incidência de resfriados do que as demais, talvez porque sofram de níveis mais baixos de estresse.

No ano passado, pesquisadores estudaram 34 alunos da Universidade da Virgínia, aos quais conduziram em passeio ao sopé de uma colina íngreme. Quando chegaram lá, cada um colocou uma mochila carregada nos ombros. Alguns dos participantes fizeram o percurso com amigos, e outros sozinhos. No sopé da colina, com a mochila nas costas, eles foram convidados a avaliar o quanto a encosta era íngreme. Os universitários que fizeram a caminhada acompanhados por amigos estimaram que a colina fosse menos íngreme. E quanto mais antiga a amizade entre as pessoas de cada grupo, menos íngreme a colina lhes parecia.

"As pessoas com redes de amizade mais fortes sentem que existe alguém a quem podem recorrer", diz Karen Roberto". A amizade é um recurso subestimado. A mensagem consistente de muitos estudos é a de que amigos tornam a vida melhor.

The Social Brain


Robin Dunbar, um antropólogo e psicólogo evolucionista da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, defende a idéia de que os contatos sociais são parte essencial da história evolutiva do nosso cérebro. Tudo começou quando ele, estudando macacos, percebeu que há uma relação significativa entre o tamanho do cérebro e o número de integrantes do grupo. Ou seja, um grupo numeroso de macacos costuma ser formado por indivíduos com córtex mais volumoso.

Dunbar explorou esse achado na nossa espécie e cogitou a hipótese de que a evolução do cérebro humano seria dependente e consequeência do desenvolvimento de estruturas sociais. Essa é a hipótese do "Social Brain". Para Dunbar, quanto mais indivíduos num grupo existe, mais informaçõs podem ser acessadas e processadas.

Capacidade limitada

Entretanto, nosso cérebro não apresenta uma capacidade ilimitada de processamento, por isso nós teríamos uma restrição na quantidade de indivíduos que mantemos relacionamento. Segundo Dunbar, essa capacidade seria em torno de 150 indivíduos. É interessante, por exemplo, observarmos o número de amigos que temos em redes sociais como orkut, facebook e Twitter. Realmente, para alguns, esse número pode ser pequeno demais, mas com quantos você realmente se relaciona? Quantos contatos existem na agenda do seu celular?

Estudos antropológicos oferecem algum suporte para a hipótese de Robin Dunbar. Agrupamentos humanos em torno de 150 pessoas podem ser encontrados em sociedades indígenas formadas por caçadores e coletores. Similarmente, na psicologia das organizações sabe-se que grupos de trabalho com mais de 150 indivíduos tendem a apresentar produtividade significativamente menor.

O que fica mais claro atualmente é que o vínculo familiar, e o apoio e o suporte advindos deste, pode estar muito mais relacionado a uma obrigação sociocultural do que a uma real afinidade entre as pessoas. Na amizade, nós escolhemos com quem queremos nos relacionar, e fazemos isso baseados apenas no que sentimos. Contudo, não se pode garantir que os resultados obtidos nessas pesquisas seriam os mesmos em outra época. Do ponto de vista psicológico, hoje, na sociedade ocidental, há uma desestruturação dos laços familiares e, de certa forma, a família já não funciona mais como o referencial afetivo que foi em outras épocas. Para muitas pessoas, em nosso tempo, os amigos constituem as referências mais constantes de afeto e suporte social.

E o meu amigo virtual?

Amigos virtuais podem ser bom para "enganar" a solidão, além de ajudar na expansão do círculo social, contribuindo para o acesso de um númerio maior de informações. Entretanto, amigos virtuais não são sinestésicos, não podem ser tocados, cheirados e muitas vezes ouvido e visto. Muitos estudos mostram a importância, por exemplo, de neurotransmissores como a ocitocina, os quais nos confere sensações agradáveis, que nos relaxa e nos faz sentir mais felizes. Por isso é bom a gente não nos deixar cair em tentação às famigeradas redes sociais e também aos MSN, gTalk da vida! Não estou dizendo que eles são ruins, pelo contrário, eu acho que sem eles eu não conseguiria viver distante de muitos dos meus amigos e familiares. Mas é bom lembrar que tudo em excesso é ruim! Então levante daí e vai dar um volta, ofereça e solicite um abraço!





Sthepen Hawking dispensa Deus como criador do universo


Mais um desafia Deus

Para o famoso físico Stephen Hawking a existência de Deus não é necessária para explicar a criação do universo. Em seu novo livro, "The Grand Design", Hawking refuta a existência de um possível criador, pois a lei da gravidade seria suficiente para criar o universo a patir do nada.

A força do Big Bang

Para Hawking, o Big Bang foi uma consequencia natural das leis físicas e este teria sido o fenômeno responsável pela origem de tudo o que conhecemos. Assim, conclui o físico, que "a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada".


Mudam-se os tempos, mudam-se as idéias

Esse novo ponto de vista adotado por Hawking indica uma mudança de opinião em relação a outra obra do mesmo autor "Uma breve história do tempo" (eu li essa), na qual o cientista sugere que a compreensão científica do Universo seria compatível com a idéia de uma criação divina.

Escrever um livro refutando uma idéia anterior não é apenas uma mudança de idéia, é também humildade e sinal de reflexão constante por parte de um dos maiores físicos teóricos da século XX. Por isso eu admiro a ciência, é uma atividade viva e dinâmica!

Abaixo segue um documentário "A história de tudo" da série "O universo de Sthepen Hawking"

Espero que gostem! São 8 partes ao todo.

PARTE 1

PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



PARTE 8



PARTE 9 - FINAL




Você sabe por que uma hiena ri?

Cientistas norte-americandos, em uma pesquisa de campo, sugerem que as risadas poder ser usadas pelas hienas para se identificar em grupo, em relação a outros membros da mesma espécie. No estudo foram analisados os sons emitidos por 17 animais que estavam competindo por quantidades limitadas de comida - situação em que tendem a emitir as famosas risadas. Os sons de cada hiena foram analisados, classificados e comparados uns com os outros. A conclusão foi de que o tipo de nota emitida (mais grave ou mais aguda) e as variações nas risadas podem ser usadas para indicar a idade ou a posição hierárquica do animal no grupo. Hienas mais jovens tendem a ter risadas mais agudas, fêmeas dominadoras — em bandos altamente hierárquicos — tendem a emitir uma gama menor de sons.

Sociedade complexa

A rica estrutura social do bando se reflete em vários tipos de sons, desde berros que viajam grandes distâncias até grunhidos baixos. Mas é a risada da hiena malhada (da espécie Crocuta crocuta) que deu ao animal sua fama peculiar.

"Esta é uma sociedade muito complexa de animais noturnos, então a acústica é um canal importante de comunicação para eles", disse Nicolas Mathevon, o responsável pelo estudo. A pesquisa concluiu que as frequências básicas de cada risada, ou "as notas" emitidas por cada hiena, eram bastante específicas para cada indivíduo. Quando confrontada com uma risada de origem desconhecida, a equipe de pesquisadores foi capaz, em 50% dos casos, de identificar de que animal ela tinha vindo.

Como as frequências tendem a cair (ou se tornar mais graves) com a idade, os especialistas concluíram que a risada anuncia a idade do animal.

Frustração

Além disso, o "estilo" das risadas, ou seja, a quantidade de variações identificadas, pode indicar posição de dominância ou não da hiena no grupo, sugerem os pesquisadores."Em situações de competição, animais de posição inferior na hierarquia riem muito mais", disse Mathevon à BBC.

"Nós achamos que isso é um sinal de frustração", ele disse.

O estudo será divulgado em uma reunião da Acoustical Society of America. Mathevon disse que a sua equipe planeja agora investigar como as hienas usam a informação codificada nas risadas, ao tocar as gravações separadamente para os animais e observar como se comportam.

Psicologia Evolucionista em Festa

No último dia 24 terminou com muita festa o I Simpósio Internacional de Psicologia no Milênio: Plasticidade e Adaptação, celebrando o término do Projeto temático do CNPQ de Psicologia Evolucionista. O evento contou com inúmeras personalidades científicas, entre elas, o casal ternura Martin Daly e Margo Wilson.



Além de excelentes cientistas, não deixaram a desejar nada no forró. Fiquei encantado com a simplicidade e a elegância do trabalho dos dois, e, claro, com as palestras - os dois fazem a argumentação, fazendo um revezamento dos microfones =)


Maria Emília Yamamoto, Martin Daly e Margo Wilson, Carol Weisfeld, Martin Brune, Paulo Nadanovsky, Klaus Jaffe, Haidi Keller, Ricardo Waizbort e Suzana Herculano (a neurocientista do Fantástico) contribuíram com o evento, apresentando e discutindo diversos temas como: os padrões de investimento parental em seres humanos, valor adaptatido no reconhecimento parental, formação de grupos e coalizão, homícidiso, distúbrios psiquiátricos e diferenças/semelhança entre o cérebro humano e de outros primatas não humanos.
O evento foi feito para poucas pessoas, o que permitiu o contato - principalmente dos alunos - com todos os profesores. Deu para tirar foto e conversar com todo mundo.


Além disso, no evento foi feita duas sessões de pôster com os trabalhos de Psicologia Evolucionista e alguns de neurociência. As sessões contaram com um número bem expressivo, cerca de 60 trabalhos no total.

Ainda, durante o evento foi lançado o livro "Psicologia Evolucionista" da coleção Fundamentos da Psicologia com organização da Prof. Emma Otta e Maria Emília Yamamoto (minha orientadora)
Eu ganhei um livro e estou atualmente lendo. O livro foi feito com a colaboração de inúmeros pesquisadores do Instituto do Milênio. Conta com uma discussão bem diversificada, de fácil acesso sobre as principais características da espécie humana - assim que eu terminar de lê-lo vou postar um texto dedicado exclusivamente ao livro.
Após o simpósio foram realizados alguns workshops onde pesquisadores brasileiros puderam mostrar algumas pesquisas feitas no Brasil e propor colaboração internacional.


Exposição "Vida: Adaptação e Plasticidade"




Antes do simpósio, tratamos de fazer uma exposição didática - como um projeto de extensão universitária - para discutirmos com alunos do Ensino Fundamental II e Médio algumas idéias sobre Evolução Biológica.

No primeiro momento, os alunos participavam de uma atividade interativa com pinças. Nessa dinâmica, o objetivo era ilustrar os conceitos de hereditariedade, variação e reprodução diferencial, ou seja, os pilares da idéia de seleção natural proposto por Charles Darwin.Essa atividade foi conduzida pelos alunos da graduação (biologia e Psicologia) da UFRN.Carol Weisfeld da Universidade de Detroit (EUA) disse esta é melhor atividade que ela já viu para explicar o conceito da seleção natural.

Em seguida, os alunos eram encaminhados para a "árvore da vida". Nesta alunos de graduação discutiam a idéia de ancestralidade comum, idáia também proposta por Charles Darwin. Além disso, era possível ver alguns animais empalhados e interagir com alguns blocos de madeira, os quais, em cada face, tinha uma foto de um ser vivo - demonstrando a imensa biodiversidade.



Por fim, os alunos entravam dentro de uma sala "O quaternário", onde entrava em contato com algumas idéias acerca da evoluçaõ humana. Essa parte da exposição era totalmente multimídia e auto-explicativa - seguindo os estilos modernos dos museus da ciência de todo o mundo
.



Tratei de fazer slides dinâmicos, com informações bem objetivas e bem ilustrados. A organização das idéias exploradas na exposição foi feita com a ajuda de Renata Ferreira. Eu me inspirei no museu da Língua Portuguesa de São Paulo para fazer a primeira exposição multímidia do Rio Grande do Norte, quem sabe do Nordeste - como algumas pessoas conjecturaram. Fiquei muito feliz com a realização desse trabalho, a resposta foi imediata e bem positiva. Muitos professores elogiaram bastante a originalidade do trabalho.



Além dos slides dinâmicos, com a ajuda de Felipe Nalon e a Prof. Fívia Lopes, fiz um vídeo, explicando para o vistitante o que é Psicologia Evolucionista. Depois do dia 10 de maio - quando eu voltar do CONPSI em Belém - vamos discutir o futuro dessa exposição que provavelmente será reixibida em outros lugares.



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