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Peixes usam consenso para escolher líderes


Segundo um estudo publicado na revista "Current Biology", os peixes espinhosos esgana-gato (Gasterosteus aculeatus) escolhem seus líderes por consenso .A lógica é simples, populações de peixes que fizerem a melhor escolha - escolhe o melhor líder -obterá o máximo de benefício. LEIA NA ÍNTEGRA

Desenvolvimento de uma bolacha do mar

Não é preciso dizer nada, as imagens desse vídeo dispensa qualquer comentário.

Assistam, é de arrepiar. O vídeo foi feito pelo mestrando Bruno Vellunti. O vídeo retrata o ciclo de vida da bolacha-do-mar Clypeaster subdepressus e faz parte de um projeto de mestrado pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Os números no canto superior direito mostram quanto a cena foi acelerada. Eu tive a oportunidade de fazer mais ou menos isso na minha graduação, só que foi com ouriços.

O vídeo é Fantástico!


Vida de Bolacha from Bruno Vellutini on Vimeo.

Mackenzie defende criacionismo em aulas de ciências

Notícia publicada no Folha Online de hoje, informa que o Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abrange uma universidade e uma das escolas mais tradicionais de São Paulo, agora assume oficialmente sua posição criacionista, aquela que defende que foi Deus quem criou o universo. A informação é do blog ciência em dia comandado pelo colunista da Folha Marcelo Leite.


De acordo com o jornalista, a direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.Na escola, a doutrina criacionista é apresentada nas aulas de religião e nas de ciências. O texto postado no blog informa que, neste ano, uma série de apostilas adaptadas de material da Associação Internacional das Escolas Cristãs foi usada nos três primeiros anos do ensino fundamental 1.Utilizadas por crianças entre seis e nove anos, a coleção se chama "Crescer em Sabedoria". Na apostila de ciências, um dos itens recebe o título de "O Plano de Deus Para os Ambientes" (eu sinceramente não acredito, é um cúmulo isso). Ainda de acordo com o blog, a direção do Mackenzie justifica a omissão da evolução por seleção natural na apostila argumentando que o tema está previsto apenas para o ensino fundamental 2. Além disso, o material da fase piloto de 2008 foi revisto e a ênfase religiosa, atenuada, mas não excluída.

Darwin, todavia, continua de fora. Só uma dúzia de pais reclamou.


Dá para acreditar nisso?

Aprenda como os babúinos se deslocam em grupo

Descubra como os babuínos africanos se deslocam em grupo.


É motivo de muita curiosidade saber como, por exemplo, cardumes de peixes, bandos de aves e primatas não humanos se deslocam pelo ambiente. Eles não podem dizer uns para os outros: "hey, fulaninho, vamos ao supermercado comprar umas frutas? Preciso comer" Mesmo assim, aparentemente sem uma comunicação tão explícita como a nossa, animais sociais mantém a coesão do grupo. A pergunta que fica é, como ?
LEIA NA ÌNTEGRA

Escher e sua Ciência

Conheça o artista gráfico Escher e suas litografias


O artista gráfico holandês M. C. Escher (1898 - 1972) produziu uma série de litografias e xilogravuras que procuravam representar construções impossíveis, inúmeros padrões geométricos, além de provocar no observador uma verdadeira confusão mental com suas brilhantes ilusões de óptica.


O artista gráfico holandês M. C. Escher (1898 - 1972) produziu uma série de litografias e xilogravuras que procuravam representar construções impossíveis, inúmeros padrões geométricos, além de provocar no observador uma verdadeira confusão mental com suas brilhantes ilusões de óptica. Sua obra é vasta e diversificada Escher é geralmente lembrado como uma artista amante da matemática. No entanto, a genialidade de Escher não se limita a construir imagens com impressionantes efeitos, dotado de qualidade técnica e estética à perspectiva. A meu ver, Escher é um grande artista moderno, admirador das formas e da transformação. Ele também é um artista que pinta a imagem de um novo homem capaz de se auto-analisar e, por conseguinte, de se reconstituir. Abaixo você pode conferir um vídeo com as principais obras de Escher.



Fazendo arte com as idéias de Darwin.

Nas obras Sky and Wather I e Sky and Water II de 1938, percebemos um gradativo evolucionário. De forma sutil Escher dá asas aos peixes e os fazem ganhar o firmamento. É interessante notarmos justamente o aspecto gradual de suas imagens - o pintor parece fazer arte com idéias darwinistas.





Ciência e auto-conhecimento



Em Hand with Reflecting Sphere de 1935, Escher ilustra uma mão segurando uma esfera, na qual se encontra uma imagem refletida. A imagem é de um típico escritório onde se encontra um homem sentado, o qual vislumbra sua própria imagem refletida na esfera. A mão real toca na mão refletida. A litografia elucida o encontro do investigador com o seu próprio objeto de investigação, isto é, consigo mesmo. Desde os primórdios da humanindade o homem busca o auto-conhecimento e, a meu ver, Escher, em forma de arte gráfica, transmite muito bem esse anseio: o cientista acomodado em seu laboratório procurando evidências e pistas sobre sua própria origem e natureza, bem como sua realidade circundante. Escher exprime o espírito que deve guiar o cientista, que deve dar sentido realmente a uma carreira científica.


Natureza via Criação em Escher


As obras de Escher são valiosas, digo não apenas no sentido material, mas também no valor de intelecto que é embutido em suas obras. Uma das obras que chama mais minha atenção é Drawing Hands de 1948. Escher tem um cuidado ímpar com os traços assim como com a perspectiva da imagem. Ele faz milagre com uma tela em branco bidimensional. Nesta obra observamos duas mãos e em ambas exist uma caneta, sendo que uma mão está a desenhar a manga da outra - não é possível distinguir qual é a mão direita e qual é a mão esquerda. Na obra percebemos a continuidade da construção do ser, ou seja, uma mão construindo a outra em uma relação de interdependência.



Da tela branca nascem mãos, as mesmas que transformaram a natureza em um habitat seguro e confortável para a espécie humana, pois foi com as mãos que o homem foi capaz de produzir fogo, caça, pescar, adrar deuses, construir muralhas na China, redigir o código de Hamurabi, remar rumo a um "novo mundo", comer hambúrgueres do McDonald´s, navegar pelo vasto, porém intocável mundo virtual da internet, beber Coca-cola, abraçar o próximo, e muito mais. As mãos são as ferramentas que mais transformaram a realidade, exceto o cérebro. Na verdade, o cérebro atua primeiro e as mãos executam e concretiza o que o cérebro planeja. São duas partes cúmplices que mudam o ambiente e o próprio homem. O cérebro de Escher parece planejar e as mãos do mesmo desenham e torna o vísivel o que a maquinaria cerebral almejou. O desenho são mãos, as quais ganham certa autonomia na medida em que elas mesmas se relacionam e se costroem. Escher transpôe para Drawing and Handes a idéia de que o homem nõa é um mero telespectador no seu ambiente natural, pois existe uma relação estreita daquilo que o homem experimental, com aquilo que o homem é. Entre outras palabras, a essência natural das coisas pode ser afetada pelas experiências, e as experiências das coisas podem afetar a natureza das mesmas. Dessa forma, o homem é vislumbrado como um agente natural, um grande criador e não apenas como uma consequencia da criação - superando a velha opinião de que o homem, ao nascer, seria uma tábula rasa; e que por meio das experiências como o mundo a mente deste seria paulatinamente formada. Talvez seja por isso que Escher deixa canetas sob o poder das mãos, pois elas simbolizariam o poder de interfência da natureza das mãos na criação das mesmas. Em suma, Escher parece ter plena consciência de que as canetas podem desenhar não somente quaisquer objetos no espaço em branco, mas também afetar as mãos que as seguram.


Referências:

Texto adaptado da minha monografia: EUGÊNIO, T. J. B. Da Arte da Biologia à Arte da Biologia; Locke, Descartes e Rousseau vão à Disneylândia: um filme sobre o homem, a natureza e o conhecimento (Trabalho de Conclusão de Curso) – Universidade Estadual Paulista, campus de Botucatu, 2007.
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