Slider 1 Slider 2 Slider 3 Slider 4

Mitocôndria: usina de energia biológica

As mitocôndrias são organelas citoplasmáticas constituídas por duas membranas: a mais externa lisa e a interna pregueada, formando as cristas mitocondriais, as quais delimitam a matriz mitocondrial onde ficam dispersas estruturas ribossomais, enzimas e um filamento de DNA circular.

Função principal: produção de ATP

As enzimas catalisam a importente função dessas organelas, no que diz respeito à respiração celular, fornecendo energia metabólica liberada na forma de ATP (Adenosina Trifosfato), despendida em todas as atividades desenvolvidas por uma célula. Portanto, durante o processo de respiração aeróbia ocorrem reações determinantes nas mitocôndrias: o Ciclo de Krebs na matriz mitocôndrial e a Cadeia Respiratória nas cristas mitocondriais.



Teoria da Endossimbiose

É uma teoria na qual acredita-se que as mitocôndrias e cloroplastos são organelas derivadas da interação entre um organismo procarionte ancestral aeróbio e um um organismo eucarionte unicelular anaeróbico.

Essa simbiose se deu a partir do momento que a atmosfera começou a apresentar uma concentração substancial de oxigênio e organismos aeróbios com uma maior produção de energia surgiram na Terra. O evento de endocitose dos cloroplastos deve ter ocorrido mais tardiamente que o das mitocôndrias e deve ter ocorrido separadamente pelo menos três vezes, o que explica a grande variedade de pigmentos e propriedades existentes nos diversos cloroplastos de plantas e algas.



As mitocôndrias são provavelmente derivadas de um tipo de bactéria fotossintetizante que perdeu a sua capacidade de realizar fotossíntese e ficou apenas com a sua cadeia respiratória. A bactéria endocitada receberia nutrientes da célula que a englobou e ao mesmo tempo daria energia para esta, num exemplo de relação simbiótica.

A Teoria endossimbiótica foi popularizada por Lynn Margulis em 1981 em seu livro Symbiosis in Cell Evolution. Vamos listar algumas características que dão suporte para a Teoria Endossimbiótica:

1. As mitocôndrias e bactérias são basicamente do mesmo tamanho.
2. As mitocôndrias possuem dupla membrana, assim como muitas bactérias, e a membrana interna das mitocôndrias não possui nenhuma semelhança com a membrana citoplasmática das células eucarióticas. Em termos de composição lipídica as mitocôndrias parecem mais com as bactérias.
3. As mitocôndrias, além de possuírem seu próprio DNA, o possuem em forma circular assim como as bactérias.
4. A divisão mitocondrial parece com a reprodução bacteriana.

Segundo Margulis, a célula eucariótica típica teria surgido seqüencialmente, em 3 etapas:

1. proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias aeróbias, obtendo mitocôndrias;
2. proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de cianobactérias obtendo plastos;
3. proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias espiroquetas, obtendo cílios, flagelos e, mais tarde, outras estruturas com base em microtúbulos como os centríolos e citoesqueleto.

Fonte: http://www.idealvestibulares.com.br/index.php

Abaixo segue três vídeos produzidos pela equipe do prof. Leopoldo de Meis da UFRJ de excelente qualidade que procura discutir, de forma bastante didática e interessante, o funcionamento da mitocôndria. Estes vídeos não deixam de ser também verdadeiras obras de arte contemporânea.








Dica de livro: "Evolução: o sentido da biologia"

'Gostaria de sugerir um livro pequeno, simples e de fácil leitura. Melhor ainda, ele é barato. O meu eu paguei 15,00 reais. Este é um livro precioso que me ensinou muito sobre evolução biológica. Trata-se do livro dos professores Diogo Meyer e Charbel Niño El-Hani, os quais, em uma linguagem clara, mostram como a biologia evolutiva surge ao longo dos séculos XIX e XX e apresenta seus principais conceitos, o contexto cultural e social na qual está inserida e as fronteiras atuais da busca do conhecimento sobre a evolução e a diversidade da vida no nosso planeta. Apresenta como a compreensão da biologia evolutiva é importante para desvendar a origem da AIDS, evitar mortes por infecção hospitalar e até entender a razão dos enjôos na gravidez, entre outros. Boa leitura!


Bolhas de Sabão Gigantes

Um bonito vídeo com uma música relaxante, vale a pena!

Internet: Escola de todos e para todos

Issac Asimov é considerado por muitos como um vislumbrador do futuro. Asimov foi reconhecido um dos maiores escritores de ficção científica. Neste vídeo, Asimov mostra toda a sua genialidade ao reconhecer, em plena décade de 80, a importância e o impacto na sociedade, sobretudo na educação. Essa entrevista foi gravada em 1988 por Bill Moyers no programa "World of Ideas". Vale muito a pena assistir, aproveitem!







Tenha amigos, eles podem prolongar a sua vida!

Segundo o portal Terra Ciência, somente agora é que os pesquisadores estão começando a entender a importância da amizade e das redes sociais para a saúde humana. Um estudo de pesquisadores australiano com 10 anos de duração constatou que pessoas mais velhas com um círculo mais extenso de amizades tinham 22% menos chance de morrer durante o período de estudo do que aquelas com menos amigos. Um grande estudo de 2007 demonstrou que o risco de obesidade é quase 60% mais alto entre as pessoas cujos amigos ganharam peso. E no ano passado, pesquisadores na Universidade Harvard reportaram que fortes laços sociais podem promover uma melhor saúde cerebral à medida que envelhecemos. As pesquisas sugerem que a amizade podem ter impacto maior sobre nosso bem-estar psicológico do que as relações familiares.

Amigos oferecem proteção

Em 2006, um estudo envolvendo cerca de três mil enfermeiras portadoras de câncer de mama constatou que as mulheres sem amigos próximos apresentavam incidência de morte quatro vezes mais alta, pela doença, do que as mulheres que contam com bons amigos. E, notavelmente, a proximidade e a freqüência de contato com os amigos não apresentavam associação com os índices de sobrevivência. Simplesmente ter amigos oferece proteção. Embora muitos dos estudos sobre amizade se concentram no relacionamento estreito entre mulheres, algumas pesquisas demonstram que os homens também podem se beneficiar.

Em um estudo de seis anos de duração envolvendo 736 homens suecos de meia-idade, um relacionamento afetivo com uma única pessoa não parecia afetar o risco de ataques cardíacos e doenças coronárias fatais, mas ter amigos fazia diferença. Apenas o fumo era um fator de risco tão forte quanto a falta de apoio social.

Não está inteiramente claro por que a amizade tem um efeito tão forte. Embora amigos possam fazer pequenos serviços e apanhar medicamentos para uma pessoa doente, os benefícios vão além da assistência física; de fato, a proximidade nem parece influenciar.

Pode ser que as pessoas com fortes conexões sociais também disponham de acesso melhor a serviços de saúde e assistência. Mas, para além disso, a amizade também tem profundo efeito psicológico. As pessoas com amizades fortes costumam apresentar menor incidência de resfriados do que as demais, talvez porque sofram de níveis mais baixos de estresse.

No ano passado, pesquisadores estudaram 34 alunos da Universidade da Virgínia, aos quais conduziram em passeio ao sopé de uma colina íngreme. Quando chegaram lá, cada um colocou uma mochila carregada nos ombros. Alguns dos participantes fizeram o percurso com amigos, e outros sozinhos. No sopé da colina, com a mochila nas costas, eles foram convidados a avaliar o quanto a encosta era íngreme. Os universitários que fizeram a caminhada acompanhados por amigos estimaram que a colina fosse menos íngreme. E quanto mais antiga a amizade entre as pessoas de cada grupo, menos íngreme a colina lhes parecia.

"As pessoas com redes de amizade mais fortes sentem que existe alguém a quem podem recorrer", diz Karen Roberto". A amizade é um recurso subestimado. A mensagem consistente de muitos estudos é a de que amigos tornam a vida melhor.

The Social Brain


Robin Dunbar, um antropólogo e psicólogo evolucionista da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, defende a idéia de que os contatos sociais são parte essencial da história evolutiva do nosso cérebro. Tudo começou quando ele, estudando macacos, percebeu que há uma relação significativa entre o tamanho do cérebro e o número de integrantes do grupo. Ou seja, um grupo numeroso de macacos costuma ser formado por indivíduos com córtex mais volumoso.

Dunbar explorou esse achado na nossa espécie e cogitou a hipótese de que a evolução do cérebro humano seria dependente e consequeência do desenvolvimento de estruturas sociais. Essa é a hipótese do "Social Brain". Para Dunbar, quanto mais indivíduos num grupo existe, mais informaçõs podem ser acessadas e processadas.

Capacidade limitada

Entretanto, nosso cérebro não apresenta uma capacidade ilimitada de processamento, por isso nós teríamos uma restrição na quantidade de indivíduos que mantemos relacionamento. Segundo Dunbar, essa capacidade seria em torno de 150 indivíduos. É interessante, por exemplo, observarmos o número de amigos que temos em redes sociais como orkut, facebook e Twitter. Realmente, para alguns, esse número pode ser pequeno demais, mas com quantos você realmente se relaciona? Quantos contatos existem na agenda do seu celular?

Estudos antropológicos oferecem algum suporte para a hipótese de Robin Dunbar. Agrupamentos humanos em torno de 150 pessoas podem ser encontrados em sociedades indígenas formadas por caçadores e coletores. Similarmente, na psicologia das organizações sabe-se que grupos de trabalho com mais de 150 indivíduos tendem a apresentar produtividade significativamente menor.

O que fica mais claro atualmente é que o vínculo familiar, e o apoio e o suporte advindos deste, pode estar muito mais relacionado a uma obrigação sociocultural do que a uma real afinidade entre as pessoas. Na amizade, nós escolhemos com quem queremos nos relacionar, e fazemos isso baseados apenas no que sentimos. Contudo, não se pode garantir que os resultados obtidos nessas pesquisas seriam os mesmos em outra época. Do ponto de vista psicológico, hoje, na sociedade ocidental, há uma desestruturação dos laços familiares e, de certa forma, a família já não funciona mais como o referencial afetivo que foi em outras épocas. Para muitas pessoas, em nosso tempo, os amigos constituem as referências mais constantes de afeto e suporte social.

E o meu amigo virtual?

Amigos virtuais podem ser bom para "enganar" a solidão, além de ajudar na expansão do círculo social, contribuindo para o acesso de um númerio maior de informações. Entretanto, amigos virtuais não são sinestésicos, não podem ser tocados, cheirados e muitas vezes ouvido e visto. Muitos estudos mostram a importância, por exemplo, de neurotransmissores como a ocitocina, os quais nos confere sensações agradáveis, que nos relaxa e nos faz sentir mais felizes. Por isso é bom a gente não nos deixar cair em tentação às famigeradas redes sociais e também aos MSN, gTalk da vida! Não estou dizendo que eles são ruins, pelo contrário, eu acho que sem eles eu não conseguiria viver distante de muitos dos meus amigos e familiares. Mas é bom lembrar que tudo em excesso é ruim! Então levante daí e vai dar um volta, ofereça e solicite um abraço!





Copyright © 2013 ABRIMUS and Blogger Themes.